Entregadores de aplicativos e empresas locais estão denunciando uma forte pressão por parte de atendentes e gerentes, que muitas vezes ultrapassa os limites do aceitável. Segundo relatos, mensagens insistentes são enviadas a cada cinco minutos, exigindo maior agilidade nas entregas, frequentemente acompanhadas de cobranças agressivas e gritos.
Uma preocupação grave apurada é a orientação para que motociclistas, ao realizarem entregas em Nova Acreúna, passem sobre a passarela de pedestres — prática proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Conduzir motocicletas sobre calçadas, passarelas ou locais destinados aos pedestres é considerado infração gravíssima, prevista no artigo 193 do CTB, com penalidades que incluem multa de R$ 880,41, suspensão do direito de dirigir e retenção da CNH.
Essa conduta não só é ilegal, como também coloca em risco a vida de pedestres e do próprio condutor. Além disso, essa pressão por entregas rápidas pode levar os entregadores a atividades perigosas, colocando suas vidas e a de terceiros em sério risco.
Em casos de acidentes graves, ou até mesmo fatais, a responsabilidade pode recair sobre as empresas e superiores hierárquicos. Segundo especialistas em direito do trabalho e penal, quem induz ou obriga o trabalhador a prática de atos ilícitos pode responder tanto na esfera trabalhista — por condições de trabalho inseguras, com possibilidade de indenizações.