Enquanto a Câmara Age, o Ministério Público se Cala em Acreúna

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Uma cidade em crise institucional

A cidade de Acreúna (GO) vive um momento grave. A Câmara Municipal instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades em contratos da prefeitura.

Logo depois, criou também uma Comissão Processante. O foco das investigações é o prefeito Claudiomar Portugal. Ele é acusado de improbidade, favorecimento e crime de responsabilidade.

Entre os contratos suspeitos, está a construção de casas populares. Há indícios de fraude e ligações com empresas vinculadas ao poder local.


O silêncio do Ministério Público

Diante dessas denúncias, era esperado que o Ministério Público de Goiás (MP-GO) agisse com firmeza. Afinal, sua função é zelar pela legalidade e proteger o interesse público.

Porém, o que se vê é o oposto. O MP simplesmente se cala. Não há investigação aberta, manifestação pública ou qualquer tipo de diligência.

Mesmo com vídeos, documentos e depoimentos coletados pela CPI, o Ministério Público segue inerte. Nem mesmo a Procuradoria-Geral de Justiça se pronunciou sobre o caso.

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A missão constitucional foi esquecida?

A Constituição Federal, no artigo 127, afirma que o Ministério Público é essencial à Justiça. Ele deve defender a ordem jurídica e os interesses da sociedade.

Quando o MP ignora denúncias sérias como essas, ele falha com sua missão. Deixar de investigar é, na prática, ser conivente.


Quem fiscaliza o fiscal?

A situação em Acreúna é preocupante. Sem a atuação do Ministério Público, o povo fica desamparado.

É a Câmara de Vereadores, e não o MP, quem está conduzindo as investigações. Embora legítima, a Câmara não possui a estrutura técnica e jurídica do Ministério Público.

Enquanto isso, o prefeito segue como se nada estivesse acontecendo. Ele ignora o vice-prefeito, promove ações institucionais suspeitas e mantém contratos sob investigação.


A omissão é perigosa

A falta de ação do Ministério Público abre um precedente grave. Se o órgão que deveria proteger a sociedade se omite, quem vai defender o povo?

Hoje, fala-se muito sobre fake news e liberdade de expressão. Mas o verdadeiro escândalo está no silêncio diante de fatos concretos de corrupção.

Esse caso precisa ser levado a instâncias superiores. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pode e deve ser acionado.


O povo exige respostas

A população de Acreúna merece explicações. O Ministério Público de Goiás não pode continuar fingindo que não vê.

Se os promotores locais não têm disposição para agir, que deem lugar a quem tenha. Justiça não acontece por mágica. Ela exige ação, coragem e compromisso.


Acreúna clama por justiça. E o Ministério Público? Permanece calado.

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